quarta-feira, abril 29, 2009

O Livro no Jardim

No nosso Jardim, guardamos sempre um cantinho no espaço e tempo para lermos uma estória. Esperamos este momento sempre com muita expectativa. E porquê?
Porque nunca sabemos a surpresa que está guardada para nós, dentro do livro.
Será que nos vai fazer sonhar, imaginar, pensar, sentir, aprender, sorrir? Não sabemos...é surpresa!
No final podemos sempre partilhar aquilo que aprendemos, sentimos ou pensamos da estória e isso vai ajudar-nos também a desenvolver o nosso sentido crítico das "coisas".
Às vezes, ficamos sem palavras...não sabemos o que dizer...ficamos simplesmente, a SONHAR :)




Deixo um excerto de um poema escrito por João André Soares, 14 anos

O livro é um amigo

Com ele viajamos sem cessar.

Além do horizonte, além do mar...

Ao ler um livro,

Posso ser nuvem que flutua no céu,

Ou barco que corta as ondas de um sereno mar...

A voar, a flutuar,

Ou a cantar, ao lermos um livro

Percorremos um arco-íris nas asas da imaginação...

terça-feira, abril 21, 2009

Educação Emocional


Cada vez mais, acredito que preciso ver com mais clareza e sem medos, muito mais para além do que aquilo que os meus olhos conseguem alcançar...eis uma frase que me fez pensar e reflectir "...por trás de cada aluno arredio, de cada jovem agressivo, há uma criança que precisa de afecto" Augusto Cury in Pais Brilhantes, Professores Fascinantes

sábado, abril 18, 2009

De regresso ao Jardim



Depois de muitas "andanças", mudanças e novas etapas na minha vida... passei por aqui e decidi ficar e cuidar mais uma vez... deste cantinho, com mais segredos do meu Jardim...

quinta-feira, novembro 08, 2007

é preciso...Muito "JOGO de CINTURA!"


No Jardim de Infância é preciso muito "jogo de cintura" ... eu ouvi isto muitas vezes durante o meu estágio, expressão mencionada, principalmente, pela minha professora de prática pedagógica...e na verdade, agora posso garantir que ela tinha toda a razão. Quem poderia imaginar, que nós preocupados com a educação das crianças também teríamos que nos preocupar com os pais, as auxiliares de educação, o director, a falta de recursos para trabalhar ...e com tudo e mais alguma coisa que se passa à nossa volta. Às vezes, é difícil conciliar todas as opiniões, pontos de vista e personalidades e então vimo-nos na "obrigação", nem sei bem porquê de tentar harmonizar o ambiente no nosso Jardim de Infância...talvez seja pelas crianças...fico eu a pensar...

Depois, ainda não percebi muito bem o que é que a sociedade pensa o que realmente é um Educador de Infância...sim, digo isto porque, durante o meu tempo de faculdade algumas pessoas indignadas diziam: O quê? Para ser Educador de Infância é preciso ir para uma faculdade???

Pois é...se calhar deveriam inventar outro curso para os Educadores...poderia ser Psicologia social, interventiva, compreensiva, tolerante, paciente, criativa, familiar...e por fim,quem sabe... alguma coisa parecida com psicopedagogia...

domingo, novembro 04, 2007

sábado, novembro 03, 2007

Cá estou...

Cá estou, novamente...
O porquê? Poderia expô-lo mas não o vou fazer...iria soar a desculpas...
Por isso, apenas vou dizer que já tinha saudades deste espaço e das minhas pequenas reflexões sobre educação de infância...no entanto, aproveito para dizer que vou alargar o meu leque de pensamentos e opiniões para: reflexões pessoais, sentimentais, religiosas, profissionais e outras que surgirem no momento... :)

quarta-feira, abril 25, 2007

Crianças Difíceis?


Crianças difíceis? ou ....
um difícil desafio?

Quantos de nós, diariamente, no nosso mundo, que chamamos de jardim de infância, enfrentamos o desafio de trabalharmos com crianças "difíceis"?. Crianças que nos desafiam, que "mexem com o nosso interior", que nos fazem chorar e que nos fazem sentir incapazes e inúteis...

>Vou partilhar aqui um episódio, que se passou no nosso jardim de infância (comigo e com uma criança "difícil").

>O Francisco (nome fictício), é uma criança, vista por todos com um comportamento considerado perturbador, difícil de "aturar" como todos referem, incluindo a família. Na verdade, quando ele está presente na sala da sua faixa etária, é muito difícil manter a calma e a tranquilidade, dificultando o trabalho do grupo, pois o seu comportamento é facilmente reproduzido por todos os outros elementos e muitas vezes é o Francisco que incentiva directamente as outras crianças a alterarem o seu comportamento e linguagem. Confesso, que muitas vezes, desejei que o Francisco pertence-se a outra sala qualquer, menos a minha, pois já tinha tentado todas as estratégias e mais alguma para conseguir mudar o seu comportamento, sem resultados...pensei em desistir...um dia, foi o próprio Francisco que depois de eu ficar muito zangada com ele por mais um mau comportamento, disse: "Marta, eu já não aguento mais!!", mostrando-se cansado das suas próprias atitudes...

>Na verdade, isto fez-me pensar...temos que mudar isto, eu e ele, os dois!!

>No dia seguinte, depois de eu reflectir sobre isso, lembrei-me que já tinha experimentado todas as estratégias, menos uma...o colo, o abraço, as festas, o carinho....mesmo que eu não tivesse muita vontade de o fazer, mesmo, com todas as suas traquinices.
Decidi, também, não falar mais sobre o seu mau comportamento e nem deixar os outros falarem.
Nesse dia foi um grande desafio para mim, mas o Francisco foi-se acalmando durante o dia, pela minha insistência de o manter sempre perto de mim e assim, que tinha oportunidade, dava-lhe colo e fazia-lhe muitas festas.
Na hora do dormir, fui deitá-lo e fiz-lhe algumas festas, mas interrompi, porque fui deitar as outras crianças do grupo e quando terminei, o Francisco pediu: "Marta, faz-me mais festas!!" Chorei, sem ele perceber, fiquei lá, até ele adormecer. Adormeceu segurando na minha mão. Orei, para que o Francisco crescesse sem marcas negativas na sua personalidade e que a benção de Deus estivesse sempre presente na sua vida, livre de qualquer tipo de estigmatização.

>Sinto-me envergonhada, porque não tive esta atitude mais cedo, apesar de saber que era a melhor e a verdade é que preciso de coragem para continuar neste processo.

>Precisamos estar atentos a crianças aprisionadas, estigmatizadas pela família e sociedade, crianças incapazes de se salvarem da situação em que se encontram, que não têm ninguém que olhe por elas, atormentadas pelo destino, crianças que clamam por paz no seu interior.

domingo, janeiro 21, 2007

Como as Crianças constróem o conhecimento

"O conhecimento não provém, nem dos objectos, nem da criança, mas sim das interacções entre a criança e os objectos"

Jean Piaget




É através da interacção com os objectos e o mundo exterior que a criança constrói o conhecimento e o seu próprio mundo, mas no entanto, a grande impulsionadora desta interacção é sem dúvida a CURIOSIDADE. Não falo de uma curiosidade normal, do género..."A curiosidade matou o gato!!", ou da vontade de querermos saber alguma coisa que não nos diz respeito, ou então, de uma curiosidade que esconde o pior dos motivos...a "bisbilhotice". Na verdade, refiro-me sim à curiosidade ingénua e pura que perdemos quando deixámos de ser crianças. Sabendo que a curiosidade é uma natureza inata, que nasce em todas as crianças, o nosso papel é aprendermos a canalizar da melhor forma esta característica permanente. É através dela que a criança procura, descobre, aprende, experimenta e interioriza o conhecimento do mundo. Por isso, é da nossa responsabilidade aceitarmos a curiosidade da criança não só como uma característica natural, mas também oferecermos condições de novas experiências em cada descoberta que é realizada.






sábado, novembro 25, 2006

Voltei!


Amigos voltei!!! Depois de resolver uns problemas na net...

Mas não me esqueci do desafio que a Susana me lançou :) e por isso vou deixar aqui as minhas cinco "piores" manias...

Tenho a mania de:


- Não resistir a um bom chocolate

- Chorar quando estou nervosa

- Gostar de desafios

- Ler vários livros ao mesmo tempo

- Pintar e misturar cores

quarta-feira, novembro 01, 2006

Halloween



Halloween...para quê?

Bem...alguns colegas, que me desculpem, mas sinceramente, terei que usar este pequeno espaço, para me manifestar contra este tema que está, progressivamente, a ser implementado nos nossos jardins de infância.


Eu percebo, que nem todos estarão de acordo...mas eu não entendo, o porquê de explorarmos este tema com as crianças, já que tudo aquilo que trabalhamos ou transmitimos, em qualquer actividade, deverá contribuir para o desenvolvimento global de cada criança, de uma forma positiva...


Se investigarmos aprofundadamente, sobre isto, iremos descobrir que existem vários factores negativos, que envolvem esta actividade...tais como, o susto, o medo, as mentiras, os enganos, as bruxas, os feitiços, as cores escuras...

Por exemplo, ontem, por volta das 22:30 e 23h, crianças tocavam nas campainhas do meu prédio, para a tal brincadeira dos doces e sustos! Acham isso bem?

Manifesto-me contra esta "nova onda" de influências, que na minha opinião, não são nada positivas...já para não salientar, o aspecto emocional, espiritual e interesse comercial, existe ainda o facto de importarmos para a nossa cultura, algo que em nada contribui para o nosso crescimento positivo a nível pessoal e social.


Pergunto...qual é então o objectivo geral e específico desta actividade?


Porquê adotarmos este tema "halloween" nos nossos jardins de infância?


Porquê expormos as crianças em algo que, inicialmente, parece engraçado, mas que se pode tornar perigoso?


Porquê promovermos brincadeiras que transmitem medos e insegurança?



Podem visitar www.obaoba.com.br/especiais/halloween2004/intro.htm e lerem algumas coisas sobre isto

Espero que não se ofendam com esta manifestação...mas é a minha opinião e convicção!

domingo, outubro 29, 2006

Vínculo

Foto Filipa Oliveira


Qual a importância do Vínculo?


Sabemos que existe uma vinculação entre a mãe e o bebé. Segundo John Bowlby há várias formas de comportamentos na fase da vinculação, tais como:

- seguir a mãe e usá-la como base nas suas explorações,

- verificar regularmente onde está

- recorrer a ela quando está com medo

- tranquilizar-se com a presença da mãe e tocá-la no seu corpo

- existe um contacto visual entre a mãe e o bebé

O comportamento de vinculação da criança é mediado por sistemas de comportamento, que tem como objectivo fixo a proximidade da mãe. Esta proximidade é assegurada pela acção conjunta de comportamentos agrupados em três classes:

- Orientacionais (vista e som)

- Sinaléticos (choro, sorriso, balbuceio)

- Executivos (gestos, seguir, agarrar)

Mas, para que a criança se ligue ao outro, é necessário que distinga o mundo dos objectos do das pessoas, e que, destas pessoas, discrimine os familiares dos estranhos.

A mãe aparecerá, assim, como o objecto por excelência, uma vez que é o mais familiar, mas mais que objecto, ela estabelece um tipo de interacção particular com o bebé.

O Vínculo é um factor determinante na vida de uma criança. O contacto físico e emocional é transmitido de uma forma misteriosa entre a Mãe e o Bebé e em que os grandes estudiosos, desta matéria, encontram dificuldades em desmistificar este "fenómeno" interpessoal. No entanto, esta relação pode ser positiva ou negativa e que traz consigo marcas definitivas, na vida de um bebé, que um dia será adulto.

Agora...quando não existe a mãe? O que acontece a esse vínculo? Deixa de existir?

NÃO!!!

O bebé procurará sempre estabelecer um vínculo com alguém mais próximo de si, o importante é ser na verdade um vínculo positivo, que transmita paz, atenção, amor e carinho.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Como Explicar?

Hoje no nosso jardim, no meio de muitas conversas que falamos quando estamos em grupo, surgiu a palavra morte, entre crianças de 4 anos...

Iv- Marta, a minha mãe, ontem, foi com a Lu aos bombeiros e ela morreu!

Ma- Morreu? Morreu como?...eu já vi a Lu, na outra sala!

Iv- Pois, mas ela morreu, fechou os olhos e morreu, mas depois acordou...

Pe- Mas quando as pessoas morrem não acordam mais!

Ma- Então e o que é a morte?

Pe- É desmaiar e fechar os olhos!...mas, depois se forem ao hospital acordam outra vez...


Parece estranho este tema, mas a verdade é que surge muitas vezes, e sem esperarmos, nas conversas diárias de qualquer jardim de infância...

Eu pergunto...como se explica a crianças de 4 anos o que é a morte?

O que elas entendem, ou pensam, na realidade, sobre isso?


Procurei algumas respostas e encontrei...

"Entre os três e os cinco anos de idade, a morte parece um sono ou uma longa viagem. A criança acredita que a pessoa morta pode acordar ou regressar mais tarde. Dos cinco aos nove anos de idade, a realidade da morte é compreendida, mas as crianças têm dificuldade em imaginar que alguém que amam, ou elas mesmas, podem morrer. Em geral, aos nove anos de idade, a irreversibilidade da morte é compreendida e, enquanto que os adolescentes podem regredir para estádios anteriores, elas gostam que os adultos se preocupem com o significado da morte." Brenda Mallon, em Ajudar as Crianças a Ultrapassar as Perdas, estratégias de renovação e crescimento



domingo, outubro 22, 2006

CATS

Bem...é só para dizer que fui ver o "famoso" CATS! Há muitos anos que ouvia falar deste musical e sempre tive desejo de o ver...vi na semana passada, mas só hoje consegui publicar uma apresentação do vídeo...espero que gostem!


P.S.-Até seria um bom espectáculo para os nossos meninos verem, não fosse ele em inglês e de duração de mais de 2 horas... :D


quarta-feira, outubro 18, 2006

O Sonho


Foto Marcelo Guedes


O que será que estão a sonhar?

sexta-feira, outubro 13, 2006

Recortar


Recortar, recortar, recortar...porquê?

- Porque achamos "giro" ver o papel a ter outras formas

-Porque podemos escolher o que quisermos para recortar



-Porque aproveitamos e vemos revistas


-Porque gostamos de ver as imagens e comentar sobre elas



-Porque ficamos felizes por realizar uma tarefa

-Porque nos divertimos

-Porque, porque...simplesmente, nos apeteceu recortar!

sábado, outubro 07, 2006

Frágil

A fragilidade deixa-nos assim...suspensos

Ser pequeno é ser frágil

Às vezes sou pequena

quinta-feira, outubro 05, 2006

Ser Livre


Ser criança é ser livre
É falar sem pensar
É dizer e sentir
É esperar e descobrir
É brincar sem ter medo
É correr e às vezes cair
É experimentar e perguntar
É rir, mas também chorar
É esperar sempre o melhor
É conhecer o desconhecido
É procurar o amor e ser aceite
É nunca desistir de ser feliz
É sempre acreditar no sonho encantado
É ver as cores do arco-íris
É nunca deixar de ser criança
É simplesmente ser livre

Marta P. Silva



"A vida nem sempre é justa. As crianças não nascem iguais em direitos. Mas não podemos desistir de contrariar uma certa ordem das coisas, bater à porta do coração e perguntar sem medo: pode-se entrar?"


in Preciso de Ti, de Pedro Strecht

quarta-feira, outubro 04, 2006

O prometido é devido

Tal como prometemos...cá estamos nós de novo, para fazer o nosso SOL:)



Mas o P lembrou-se..."Ainda faltam aquelas coisas...os raios do SOL"

E claro...faltavam as nuvens :) Sim, porque nós vimos as nuvens lá fora, no nosso jardim...


E cá está o nosso trabalho, não sei se gostaram, mas quanto a nós...divertimo-nos muito :D

E já agora deixamos aqui o nosso poema do OUTONO

Outono, Outono

Árvores a abanar

As folhas a cair

E o vento a soprar

segunda-feira, outubro 02, 2006

Outono...contruímos juntos

Chegou o Outono...decidimos construír um placar, juntos, que nos fizesse lembrar...as cores, os alimentos, o cheiro, as canções, os poemas, as conversas, o tempo que faz no Outono...




Fizémos o céu

A terra

Colámos folhas

Conversámos e fizémos as nossas críticas...

I- Chega...é muito azul!!

P- Não, não, é mesmo assim, eu vi! O céu tem muito azul...eu vi lá fora!

A- Marta, podes fazer também o amarelo? Para o sol?

P- Boa ideia!

M- Hum...Está bem. Mas tem que ser amanhã...é que já está na hora do almoço...

A- Está bem, fazemos amanhã.

Então fica prometido, amanhã fazemos o sol:)

sexta-feira, setembro 29, 2006


"A sabedoria não se encontra no topo de nenhuma montanha nem no último ano de um curso superior. É num pequeno monte de areia do recreio do jardim de infância que se pode aprender tudo o que é necessário saber na vida:

. Partilhar
. Respeitar as regras do jogo
. Não bater em ninguém
. Guardar as coisas no sítio onde estavam
. Manter tudo sempre limpo
. Não mexer nas coisas dos outros
. Pedir desculpa quando se magoa alguém
. Viver uma vida equilibrada: estudar, pensar, desenhar, pintar, cantar, dançar, brincar, trabalhar, fazer de tudo um pouco, todos os dias

Afinal, o segredo duma vida feliz está nas pequenas verdades do dia-a-dia."

Robert Fulghum